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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Homilia - 24 de Fevereiro de 2011 O PERIGO DO PECADO Mc 9,41-50

O discípulo do Reino, no exercício de sua missão, deve ser muito cauteloso para não se tornar ocasião de pecado para quem está dando os primeiros passos na fé. O pecado, neste caso, consistiria em refutar Jesus e se recusar a aderir ao Reino anunciado por ele. E os próprios discípulos, agindo de forma inconsiderada, corriam o risco de se tornarem culpados deste fracasso e serem julgados por isso.
As atitudes inconsideradas do discípulo em missão podiam ser muitas. Eles corriam o risco de serem intransigentes e impacientes, não respeitando o ritmo próprio de cada pessoa no seu processo de adesão a Jesus. Não estavam livres do espírito farisaico, que os levava a ser extremamente severos e exigentes com os recém convertidos, esvaziando as exigências quando se tratava de si mesmos. Com a liberdade adquirida junto a Jesus, podiam ter atitudes chocantes para os pequeninos, ainda atrelados a antigos esquemas, que só com dificuldade deixavam-se permear pela novidade do Reino. Levados por um espírito corporativista, podiam ceder à tentação de selecionar, com critérios humanos, os novos discípulos, excluindo pessoas predispostas para o Reino, mas que não satisfaziam suas exigências.  A denúncia de Jesus contra esta mentalidade foi violenta. Se o discípulo não se desfizesse desta visão deturpada, corria o risco de ver-se lançado no inferno.
É muito comum ouvirmos que isso ou aquilo é escandaloso e, normalmente, quando isso acontece, o fato está relacionado com questões de sexualidade. O escândalo é muito mais do que isso. Dar escândalo significa ser ocasião de pecado para as outras pessoas, independentemente da natureza ou da forma do pecado. Jesus nos mostra no Evangelho de hoje a importância que devemos dar para os nossos atos, para que eles sejam testemunho da nossa adesão ao Reino de Deus e não uma negação da nossa adesão que tenha como conseqüência o afastamento das pessoas. Não podemos nos esquecer de que a nossa fidelidade a Jesus no nosso dia a dia é a nossa grande arma no trabalho evangelizador.
Pai, torna-me forte para tirar da minha vida tudo quanto possa servir de contra-testemunho a meu próximo e levá-lo a afastar-se de ti.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Buscai primeiro o reino de Deus

Porque os preceitos humanos muitas vezes esvaziam a Palavra de Deus, nós não nos podemos deixar enganar nem por alguém nem por nada. E para que tenhamos rumo na vida, Jesus traz para nós o caminho certo que nos possa orientar até Deus nosso Pai. Ele hoje chama a atenção daqueles que seguem os preceitos humanos e deixam de lado os ensinamentos da Lei de Deus. Os mandamentos nos foram dados para iluminar o nosso caminhar, porém o homem tem substituído a orientação de Deus para seguir as formalidades do mundo. O mandamento de Deus é o amor e Jesus veio nos ensinar a amar com o mesmo amor que O Pai nos ama. Os nossos gestos, as nossas expressões, o nosso comportamento deve ser pautado pelo amor de Deus.
As ações exteriores, as palavras soltas, as atitudes falsas levam o homem a desviar-se do verdadeiro caminho e assim perder a felicidade aqui na terra. Se, não concretizarmos o que falamos, através da oferta do nosso coração, de nada valerá a nossa oferta exterior, os ritos, as convenções, as práticas corriqueiras que seguem apenas o manual de instrução do mundo.
Seguir a tradição dos homens é andar conforme a onda do mundo até no que damos como oferta a Deus. Quando deixamos de lado a nossa obrigação de filhos, de filhas, de pais e mães de família, de irmãos de comunidade para impressionar as pessoas com o volume que oferecemos a Deus caímos no erro de querer aparecer. E deixamos de agradar a Deus. Isto porque Deus deve ser servido nos nossos irmãos e irmãs, a começar pelos  da minha casa. Não podemos nos desviar nem confundir as nossas oferendas: uma coisa é o que se deve ao próximo, outra coisa é o que se deve a Deus. Alías São João afirma: quem diz amar a Deus e odeia o seu irmão, este é mentiroso, porque Deus é amor incondicional pelo irmão.
Você tem deixado de ajudar a alguém na sua casa porque está ajudando na Igreja ou na Comunidade? – A quem você acha que deve dar prioridade? – Quando você louva a Deus, você o faz de coração? Você presta atenção nas suas palavras?- Qual é a sua atitude antes de ir para a celebração Eucarística? Qual é seu pensamento? Como você vê as pessoas que você encontra na Igreja?
Pai, coloca-me no caminho da verdadeira piedade, a qual me leve a estar em perfeita sintonia contigo, realizando aquilo que, de fato, é do teu agrado.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Homilia - 3 de fevereiro 2011 - Onde fica sua força, a eficácia da sua ação?

Jesus Cristo estava havia poucos meses pregando pela Judeia e Galileia. Foi formando um grupo de discípulos e seguidores, e escolheu Doze deles como apóstolos. Com eles fala intimamente, explica-lhes as parábolas, escuta-os e ensina-os. Chega o momento de enviá-los para pregar a Boa Nova. É a primeira missão dos apóstolos, uma primeira garnde missão para preparar o caminho da pregação de Jesus. O Mestre lhes explica com detalhe o que fazer. Não lhes pede que façam grandes sermões teológicos, nem que falem de tal forma que deixem boquiabertos quantos escutarem. Simplesmente têm que anunciar a paz (“A paz esteja nesta casa”) e ensinar que o Reino de Deus está próximo, o Reino do Amor. Com essa tarefa e com a confiança colocada no Senhor, os apóstolos saem para percorrer os povoados e cidades próximas.
O chamado e, consequentemente o envio, é uma tarefa que não se pode realizar no individualismo. O chamado é pessoal, a resposta também, mas o ministério e o serviço devem ser entendidos numa dimensão comunitária. Pois a Igreja é mistério de comunhão. E para que os apóstolos entendessem isso, Cristo os envia em missão, dois a dois, colocando como centro a vida em comunidade na ação missionária. Esse foi o espírito do Concílio Vaticano II: A missão na Igreja-comunhão.
Onde fica sua força, a eficácia da sua ação? Em que são enviados por Alguém. Não anunciam uma mensagem própria, mas sim a mensagem de Nosso Senhor Jesus Cristo. Aí está a força do cristão quando prega para os outros. Não sou eu que quero fazer com que o outro fique admirado com minhas ideias maravilhosas; sou eu que quero transmitir ao outro a grandeza de Deus, a maravilha de Deus, a experiência de se sentir amado por Deus. Pensemos que esta pregação não é algo exclusivo de algumas missões de evangelização. Pregamos com nosso exemplo quando vamos à Santa Missa em família, quando consolamos um amigo que está precisando. Pregamos com nosso exemplo quando compartilhamos a alegria de viver, o otimismo diante de uma situação difícil, a vontade de amar aquele que não se sente amado, o entusiasmo por “fazer o bem sem olhar a quem”.